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19 de out. de 2020

A Festa no Mar

Clique para aumentar a imagem.

100 anos depois da publicação de “A menina do narizinho arrebitado”, os personagens do Reino das Águas Claras ilustrados por Voltolino saltam do livro para uma nova festa. Foi na obra “Reinações de Narizinho” que a Dona Carochinha disse que muitos dos personagens de seus contos já andavam cansados de viverem sempre as mesmas histórias. Foram parar no Sítio do Picapau Amarelo para confabularem novas aventuras. Vale a pena procurar pela ilustração de Jean Villin para a primeira edição de Reinações de Narizinho que encheu minha cabeça de ideias. Ela mostra os personagens fugindo do livro para reinventar a vida. 

Fui eu mesma que ilustrei esse tecido que a fada miragem entregou para a Dona Aranha costureira e que poderá ser recortado e costurado inúmeras vezes usando a tesoura da imaginação, a linha do sonho e a agulha da fantasia. O tecido é atravessado pelo universal mar de histórias onde vive o “Faz de Conta” e o “Era uma vez”. Esse fluxo potente intensifica a capacidade de criação e transformação que alimenta o fenomenal Mapa do Mundo das Maravilhas que Monteiro Lobato cartografou para a nossa infância.

Ilustração de Jean Villlin para a guarda da primeira edição de Reinações de Narizinho (1931).

 Ilustração criada para o evento de comemoração de 100 anos da obra A menina do narizinho arrebitado de Monteiro Lobato promovido por Cleo Monteiro Lobato em dezembro de 2020.


14 de ago. de 2015

Alice em seus 150 anos ganha de presente uma nova edição especial

Alice 150 anos: edição comemorativa



Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges

Colagens de Adriana Peliano 
sobre ilustrações originais de Sir. John Tenniel e outros artistas
Posfácio "Palavras da Ilustradora"

Projeto Gráfico de Carolina Falcão




Aventuras de Alice no país das maravilhas


 colagem de Adriana Peliano


 colagem de Adriana Peliano


 colagem de Adriana Peliano


 colagem de Adriana Peliano


 colagem de Adriana Peliano


Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá.


 colagem de Adriana Peliano

 colagem de Adriana Peliano
  colagem de Adriana Peliano

 colagem de Adriana Peliano
 colagem de Adriana Peliano
  colagem de Adriana Peliano

 colagem de Adriana Peliano


 colagem de Adriana Peliano


Uma viagem no meu mundo de amaravilhas...

14 de jul. de 2015

Perséfone | Koré


Mexendo nos meus baús encontrei essas colagens que fiz inspirada no mito de Perséfone, deusa grega fascinante.

As imagens foram criadas para um texto do astrólogo Cid Marcus Vasquez, 
professor de Mitologia e suas relações com a Astrologia e as Artes em geral.

O texto é lindo!


Colagens de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a biologia onírica de Ernst Haeckel.

colagem de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a fauna fantástica de Ernst Haeckel


colagem de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a fauna fantástica de Ernst Haeckel 


colagem de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a fauna fantástica de Ernst Haeckel 



colagem de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a fauna fantástica de Ernst Haeckel 


colagem de Adriana Peliano sobre bonecas antigas e a fauna fantástica de Ernst Haeckel 

31 de jan. de 2014

As aventuras Subjetivas de Björk - livro objeto

Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes / Bebê Reborn: Marisa Monteiro




As aventuras subjetivas de Björk from Leni on Vimeo.



"Björk é uma artista singular dentro do universo pop. Mais que isso, ela é exemplo de produção de alteridade dentro da cultura de massa. A diferença que emana de Björk não vem apenas de sua aparência exótica, de suas indumentárias excêntricas ou de sua música experimental. Vem antes de seus conteúdos sensíveis, de sua subjetividade em constante transformação. Temos muito a aprender com esta artista que transforma seus encontros e os afetos que deles são produzidos em uma forma autêntica de existência. Björk nos mostra alternativas existenciais para as questões mais prementes da vida contemporânea.

 O livro é uma versão da dissertação de mestrado intitulada “As aventuras subjetivas de Björk: da emergência de novas subjetividades no universo pop contemporâneo” defendida em 2003 na Faculdade de Comunicação da UnB, e editada em 2013 para lançamento. Na edição procura-se atualizar 10 anos de carreira da artista não contemplados pelo trabalho original.


O texto de André Costa encontra o trabalho da artista visual Adriana Peliano e o projeto gráfico de Maurício Chades. A ideia de um livro como objeto de arte propõe um encontro com o corpo do leitor: um livro manipulável, não apenas legível como texto, mas experimentável em texturas, pulsante em imagens.



Escolhi trabalhar com fotografias de duas bonecas – uma bebê reborn – hiperrealista. A boneca trás a historia da brincadeira de menina de se experimentar em outras, corpos que agente abraça, amassa, despedaça, jogo de encantamentos e afetos. Mas o bebê é também esse estado de abertura para o mundo, pleno de potencialidades. 

Criei um mundo mágico onde a Bjork pudesse estar em constante renascimento, uma espécie de laboratório de si, fonte de possibilidades efervecentes. Ela surge de bolhas, se multiplica em espelhos, se esparrama em pérolas se dissolve em véus. Um estado de constante invenção e aventura.
Adriana Peliano


Conheçam algumas imagens:

“Nossa heroína descobre-se forte”

Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes


“Nossa heroína volta para casa”

 Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes 

Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes

“Björk se desrostifica”

Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes



“Os devires de Björk”


Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes


"Anatomia de um corpo de artista".


Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes


Epílogo

 Adriana Peliano 
foto: Gui Gomes

Arte: Adriana Peliano
Fotos: Gui Gomes site
Björk Reborn: Marisa Monteiro site




Festa de lançamento no Conic / Brasília
fotos Matheus Nobre





8 de abr. de 2013

Psicodelícias e Estranhas Metamorfoses


"O artista terá, tal como Alice no país das maravilhas, que atravessar o espelho da retina para alcançar uma dimensão mais profunda." Marcel Duchamp

As aventuras de Alice dentro da toca do coelho ou através do espelho encoraja a procurarmos outras brechas para penetrarmos no maravilhoso.” Pierre Mabile


Assemblagens e montagens: Adriana Peliano
 
Fotos:  Elói Chiquetto

Adriana Peliano
Adriana Peliano
Adriana Peliano
Adriana Peliano
Adriana Peliano
Adriana Peliano



"Tudo quanto possuímos de poético e também de absurdo se apresenta nos livros de Alice. Ao descer pela toca do coelho, Alice passa a habitar – como quando atravessa o espelho – um pais diferente do conhecido, como quando fechamos os olhos e nos percorremos. As surpresas despontam de todos os lados. Quem somos, afinal?"

Cecília Meirelles


 A Sociedade Lewis Carroll do Brasil produziu uma caixa especial contendo cartões mágicos criados pelos artistas Adriana Peliano, Indio San e Anderson Resende. Na caixa moram 7 Alices de cada artista.

If you want to buy write to Alice por enquanto at the email:
alicemaravilha@gmail.com



6 de abr. de 2013

Illustrating Alice


What is the use of a book without pictures and conversations? 
thought Alice to herself.

Eu recentemente escrevi um capítulo para um lindo livro sobre o universo de Alices que transbordam em múltiplas possibilidades expressivas na ilustração. O livro inclui figuras maravilhosas de várias partes do mundo, em artigos escritos por acadêmicos, colecionadores, ilustradores e artistas alicinantes. Vale muito a pena conferir. Existe também uma edição limitada que vem com gravuras assinadas por artistas como Jan Svankmajer e Alain Gauthier, Joanna Concejo e De Loss McGraw, todos incríveis.

No capítulo que escrevi sobre Alice na ilustração brasileira, citei inúmeros ilustradores, todos os que conhecia e apresentei mais detidamente os artistas a seguir.

I recently wrote a chapter for one amazing book about Alice's universe of possibilities in illustration. There are many wonderful illustrations and authors, including scholars, collectors and artists. It was an honour to participate writing a chapter about Alice in Brazilian illustration, including some contemporary artists and beginning with our treasure which is the presence of Alice in the books of the writer Monteiro Lobato, the first to translate Alice in Brazil.

Artists included:

Claudia Scatamacchia
Salmo Dansa
Darcy Penteado 
Jô Oliveira
Helenbar
Adriana Peliano
Luiz Zerbini

know more about the presence of Alice in the work of Monteiro Lobato here e aqui







7 de ago. de 2010

Dark Fairy Tales

Little Red Hiding Hood


Adriana Peliano

Adriana Peliano
Adriana Peliano

Hansel and Gretel




Adriana Peliano

Adriana Peliano


Uma casa coberta de cabelos grisalhos, folhas e gravetos. seis caixas de luz formam as portas e janelas nas quatro faces da casa. As imagens recriam o universo dos contos de fadas, em especial "Chapeuzinho Vermelho" e "João e Maria". Estórias que se passam em casas na floresta e lidam com os medos da infância. As imagens são fotografias de assemblagens dos personagens das estórias, entre bonecos, objetos, pêlos e estranhos monstros híbridos. Ritos de passagem, transformações, metamorfoses, morte e renascimento, a angústia de ser devorado. A casa guarda os mistérios dos pesadelos produzidos por objetos que a noite fogem dos seus lugares habituais para implantarem mundos de fantasmagorias.

Fotos: Isa

1 de mai. de 2010

Lewis Carroll na Era Vitoriana


Texto de Kátia Canton
ilustrado por Adriana Peliano


Nesse livro o leitor é convidado para um passeio na vida e na obra de Lewis Carroll, no panorama da Inglaterra Vitoriana, de forma leve, divertida e instigante. As imagens conversam com o texto, mas convidam a uma outra viagem cheia de surpresas e associações inesperadas. Fiz as ilustrações através de colagens, reunindo as ilustrações originais de John Tenniel para os livros de Alice com o universo surreal de artistas como Salvador Dali e Hieronimus Bosch. Archimboldo e Marcel Duchamp também estão lá. Fiz isso para mostrar que embora os livros de Alice tenham surgido na Inglaterra Vitoriana, seu alcance é muito mais vasto. Fiz isso para ampliar o imaginário de Carroll em diálogo com a história da arte, me apropriando de artistas que também desafiaram o bom senso e o senso comum, explorando o mundo dos sonhos e os limites da linguagem.


Saiba mais AQUI / Compre AQUI


LEWIS CARROLL IN VICTORIAN AGE

In this book the reader is invited to know about the life and work of Lewis Carroll, in a light, entertaining and provocative way. I did the illustrations through collages, bringing together the original illustrations by John Tenniel for Alice with the surreal universe of artists like Salvador Dali and Hieronymus Bosch. Archimboldo and Marcel Duchamp are also there. I did this to expand the visual universes of Carroll in dialogue with art history, appropriating of artists who also challenged the common sense, exploring the world of dreams and the limits of language.


Colagem:  Adriana Peliano
 
Colagem:  Adriana Peliano

Colagem:  Adriana Peliano

Colagem:  Adriana Peliano


Entrevista de Adriana Peliano

No livro você diz que Alice é sua melhor amiga. Como nasceu essa “amizade”?


Quando criança assisti centenas de vezes o desenho da Alice da Hanna Barbera. Essa é uma Alice contemporânea que mergulha no aparelho de TV ao invés da toca do coelho. Cresci com Alice dentro de mim. Li o livro aos 11 anos e aos 12 fui à Disney, quando comprei meu primeiro item de coleção: um gato de Cheshire de pelúcia, que ainda guardo com grande afeto. Depois de anos fui assistir a uma exposição de ilustradores de Alice. Fiquei tão maravilhada que quando sai, perguntei: o que eu mais quero na minha vida nesse momento? Em seguida respondi: ilustrar os livros de Alice. Foi quando eu comecei uma viagem de descobertas fascinantes, pesquisando, colecionando, ilustrando a obra de Lewis Carroll. Apresentei minhas ilustrações em 98 em Oxford, na umiversidade onde Lewis Carroll viveu, na comemoração do centenário da morte do autor, promovido pela Sociedade Lewis Carroll da Inglaterra. Minha obsessão seguiu em frente e com a proximidade do filme do Tim Burton, percebi que era o momento de criar também uma Sociedade Lewis Carroll no Brasil, ligada às Sociedades da Inglaterra e dos Estado Unidos. Esse é o momento de encontrar outros admiradores da obra do autor, e reunir essas pessoas para persquisarmos e produzirmos juntos material de ordem tanto teórica quanto artística. Domingo agora dia 11 foi nosso primeiro evento de desaniversário no Centro Cultural Brasileiro Britânico, com o apoio da cultura inglesa, um grande sucesso de público.

Como foi ilustrar o livro?

Uma grande viagem. Meu propósito foi questionar o sentido convencional da ilustração, em geral vinculado aos aspectos narrativos e descritivos da obra. Eu buscava ir além, me aproximando da lógica, do nonsense, dos jogos de linguagem, dos paradoxos. Uma abordagem protanto metalinguística. Comecei a estudar as diferentes leituras dos livros de Alice que evidenciam sua condição de obra aberta, ainda desafiando novas interpretações. Comecei a colecionar diferentes edições e ilustrações, e hoje concentro a minha pesquisa no universo visual de Alice e no imaginário que foi produzido culturalmente e artisticamente desde o seu surgimento.

Onde você foi buscar referências?

Como já disse, tenho uma grande pesquisa sobre as ilustrações de Alice já realizadas e a sua presença na arte contemporânea. Para o livro da Kátia, me aproximei com especial interesse do surrealismo.

Como foi o processo de pesquisa?

Coleciono edições diferentes de Alice desde 95 mais ou menos. Hoje em dia procuro muita coisa na internet e tenho amigos nas Sociedades Lewis Carroll da Inglaterra e dos Estados Unidos que me indicam muitas obras importantes.

Você mostra Alice com várias “caras” e traços. Onde foi buscar essas imagens?

Como já disse, sou colecionadora e "garimpeira" na internet.

Você usou alguma técnica especial?

Trabalho basicamente nesse projeto com colagem digital. Selecionei vária imagens entre as ilustrações originais de Tenniel, as primeiras que foram publicadas ainda na Inglaterra Vitoriana, e articulei com o imaginário do surrealismo e outros artista que dialogam com esse movimento. Fiz sobreposições e associações inesperadas, cruzando universos ficcionais. A idéia é expandir o foco da Inglaterra vitoriana para uma articulação com a história da arte.

Quanto tempo durou o processo de ilustração?

Foi relativamente rápido pois já estou mergulhada nesse universo e assim que entrei em contato com o texto da Katia já fui tendo várias idéias.

Por gostar da história, isso tornou o trabalho mais fácil ou mais difícil?

Muito mais fácil. As possibilidades visuais e estéticas sugeridas pelos livros de Alice são potencialmente infinitas.

O que mais te fascinou na série Arte conta História?

O fato de que vários artistas plásticos possam dialogar com o texto e a palavra escrita. Desvendamos assim outras possibilidades para a ilustração tendo em vista que os artistas estão muito abertos para interpretações que se apropriam de símbolos, metáforas e uma linguagem visual que desafia o texto e não faz apenas uma decoração nas páginas do livro, como vemos muitas vezes.

Você, como admiradora do conto de Alice, conhecia o contexto histórico?

Sim, sou muito interessada em entender o momento em que Alice foi escrito, mesmo que considere uma obra absolutamente atual.

Como surgiu o convite para ilustrar a obra de Kátia Canton?

Eu e a Kátia temos muitas afinidades, somos apaixonadas pelo mundo mágico dos contos de fadas, do fantástico e do maravilhoso. E também da relação desse mundo com a arte contemporânea. Hoje ela é minha orientadora de mestrado.

2009